Critica: A Queda, as últimas horas de Hitler
O longa-metragem A Queda mostra sob a visão da recém-aceita secretária pessoal de
Adolf Hitler, o desfecho da vida e as últimas ordens e pensamentos do Füher da Alemanha Nazista. De maneira
historicamente acurada, e com uma atuação convincente do ambiente hostil a qual
viviam os últimos leais a Hitler e ele mesmo. A maior parte do filme se passa
nos interiores do bunker a qual os
oficiais de grande patente viveram seus últimos dias.
A
história começa com a escolha da assistente pessoal de Hitler, a protagonista
do filme então anuncia ser a escolhida. A partir daí o filme tem uma visão
localizada da situação, mostrando na maior parte das vezes como era a vida naquele
ambiente confinado. Os oficiais teriam sua sala de discussão, para organizar as
operações em andamento, comandadas todas pelo Füher. O desespero e falta de esperança não apenas dos oficiais,
mas como dos cidadãos e eventualmente do próprio Hitler, aparecem no momento em
que uma ordem dada pelo Füher a um
dos comandantes do exercito que ainda restavam fora descumprida. Naquele
momento, Hitler anuncia que suas esperanças se esgotaram, os oficiais em suas
palavras poderiam fazer o que quisessem a partir daquele ponto.
O
interessante de se perceber, é que mesmo tendo noção de que o exército alemão
estava exausto, sem suprimentos, e completamente devastado a toda tentativa de
defesa contra o exercito vermelho, Hitler ainda sim, acreditava com toda a
convicção de que ainda conseguiria reconquistar todos os territórios perdidos e
vencer a guerra. E mesmo finalmente desistindo de lutar, Hitler não aceita sair
de Berlim de maneira alguma. Preferia morrer junto com sua terra, mas ainda sim
jamais deixaria os repugnantes Russos tanto quanto qualquer outro inimigo por
as mãos em seu corpo e utilizá-lo como troféu de guerra. Por isso, ordena um de
seus ainda fieis oficiais que queimasse o seu corpo após o seu suicídio junto
com sua esposa, Eva Braun.
Após
a morte do Füher, a Alemanha ficou
nas mãos dos oficias nazistas que finalmente organizam o cessar-fogo da Batalha
de Berlim, encerrando, então, a parte Europeia da segunda guerra mundial. As
últimas cenas do filme são da secretária de Hitler sobrevivente atravessando
com medo pelo exército russo, seguido pelo depoimento da verdadeira secretária,
dizendo que não tinha ideia do que estava sendo feito com os judeus nos campos
de concentração, e que se sente bem por não ser diretamente culpada a estes terríveis
acontecimentos e de quão chocante foi para ela descobrir a verdade.
Minha
critica a este filme é de aprovação. Vi como foi trazido às cenas o sentimento
não só dos comandantes de alta patente alemães mas também do povo, de
desistência e falta de esperança no futuro. Achei de ótima representatividade a
atuação do intérprete de Hitler, que trouxe à tona a maneira de como ele mal
raciocinava logicamente e de que suas ordens estavam à beira da insanidade.
Contudo,
achei desgastante a monotonia dos cenários, onde quase não há variação. Com
isso, a direção obrigou explorar ao máximo os limitado espaço do bunker.
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